Patológicos do Axé
O que é muito engraçado e até patético é o povo que tem mais de 5 anos de trio elétrico nas costas e ainda não entendeu como funciona o show business da Bahia.
Tem nego que viaja kilometros atrás da Trivela ou do Rex esperando ouvir músicas antigas que nunca são tocadas e o desafio dos caras é ir à micaretas que tenham recordes de duração e músicas raras.
Se a música é rara, a chance da micareta ser boa é rara, ou seja, neguinho vai se fuder. E se um dia uma banda tocou muito tempo, saiba que agora são velhos e tocam o mínimo que der.
Ai esse povo cria um estilo de vida e um circulo de amizades que não os permite sair dessa vida. Ficam em listas de discussão, em orkut, fâ-clubes ou torcidas e sempre esperando que o seu artista descubra o seu nome e saiba que esse “fã” existe. Ai são milhares de fotos e devoção à banda e suas músicas.
Outra coisa engraçada é que o Axé é uma arte menor, uma música comercial e esse povo insiste em valorizar uma música pobre em diversos aspectos. As letras são todas simples e pobres com rimas fáceis e temas fúteis. As melodias são quase infantis e super parecidas. Isso quando não são total viagens sem nexo.Eu acho que a cerveja realmente faz mal pra saúde, inclusive mental. Se ao ler esse texto o senhor ou a senhora sentiu um frio no estômago e um certo mal-estar, não saia negando ou xingando esse aqui que vos escreve, pois a negação é parte da patologia.
Procure ajuda! Existe uma vida longe dos trios muito interessante e Salvador é nem é tudo isso, pode apostar!
