sábado, 26 de janeiro de 2008

Patológicos do Axé

O que é muito engraçado e até patético é o povo que tem mais de 5 anos de trio elétrico nas costas e ainda não entendeu como funciona o show business da Bahia.

Tem nego que viaja kilometros atrás da Trivela ou do Rex esperando ouvir músicas antigas que nunca são tocadas e o desafio dos caras é ir à micaretas que tenham recordes de duração e músicas raras.

Se a música é rara, a chance da micareta ser boa é rara, ou seja, neguinho vai se fuder. E se um dia uma banda tocou muito tempo, saiba que agora são velhos e tocam o mínimo que der.

Ai esse povo cria um estilo de vida e um circulo de amizades que não os permite sair dessa vida. Ficam em listas de discussão, em orkut, fâ-clubes ou torcidas e sempre esperando que o seu artista descubra o seu nome e saiba que esse “fã” existe. Ai são milhares de fotos e devoção à banda e suas músicas.
Outra coisa engraçada é que o Axé é uma arte menor, uma música comercial e esse povo insiste em valorizar uma música pobre em diversos aspectos. As letras são todas simples e pobres com rimas fáceis e temas fúteis. As melodias são quase infantis e super parecidas. Isso quando não são total viagens sem nexo.Eu acho que a cerveja realmente faz mal pra saúde, inclusive mental. Se ao ler esse texto o senhor ou a senhora sentiu um frio no estômago e um certo mal-estar, não saia negando ou xingando esse aqui que vos escreve, pois a negação é parte da patologia.
Procure ajuda! Existe uma vida longe dos trios muito interessante e Salvador é nem é tudo isso, pode apostar!

5 Comentários:

Às 13 de fevereiro de 2008 às 05:56 , Anonymous Anônimo disse...

Cara, ninguém vai à uma Trivela ou atrás do chiclete para pedir letras de modinha ou de refrões fáceis e repetitivos como você afirma. O axé, inicialmente, não era isso daí que você vendo hoje. Hoje, sim, as coisas estão muito comerciais. Mas, vamos na intenção de ouvir aquelas músicas que resgatam os carnavais passados, as "boas" épocas de Asa e Chiclete, quando as músicas ainda soavam como verdadeiros hinos e poesias nos Carnavais.

 
Às 13 de fevereiro de 2008 às 10:38 , Blogger Unknown disse...

Aff, vai ouvir frevo e maracatu seu mané, se muda prá olinda! ai vc vai decorar as letras kkkkkkk

 
Às 14 de fevereiro de 2008 às 15:07 , Anonymous Anônimo disse...

Nem vale a pena responder...
Mas como é a primeira e ultima vez que leio essas besteiras respondo.
Como você critica algo que lhe dar dinheiro???
Pelo que entendi você criticou o axé, mas você só escreve sobre esse estilo musical.
Com certeza você não é da Bahia. Seria legal so você pudesse conheçer um pouco Gerônimo e musicas como É d´xum.
Fã tem que correr atrás do seu idolo mesmo, e se emocionar ao ouvir os "clássicos". Afinal, nenhuma música das novas tem a qualidade de musicas como Protesto olodum, rosa, toneladas de desejo... e por ai vai.

 
Às 23 de fevereiro de 2008 às 04:27 , Anonymous Anônimo disse...

Tem gente que só conhece a lógica atual do carnaval de Salvador e acha que sabe tudo a respeito da festa. Claro que hoje a indústria da cultura dita a normas comerciais as banda de Salvador, mas entendo sim que aqueles que acompanharam a história da música baiana desde o frevo de Dodô e osmar, passando pela reafricanização do final da década de 70 e o surgimento do então axé, sintam saudade daquele tempo em que a mesmicie não imperava no carnaval. As letras nunca foram um primor poético, mas a critica deve ser feita a atualidade musical, pois uma coisa é importante ter em mente: Em Salvador a coisa é diferente. Nas micaretas, o público é da modinha e não sabe nada, nada de carnaval, Salvador, swing e axé. Qualquer coisa tá bom é axé. Mas digo que Salvador é diferente pq o publico é mais exigente a ponto de Bandas oportunistas não fazerem carreira dentro do Estado. Lá fora nas micaretas elas conseguem enganar o público. O fracasso apontado pelo escritor do texto, como ele deixa claro é nas micaretas, prova de que o público não conhece nada de música baiana. Ao contrário do que acontece em Salvador que as músicas antigas são cantadas com muita força até hoje!!!!!!

 
Às 2 de agosto de 2008 às 09:58 , Blogger Leonardo disse...

O interessante q sua página se chama axé com pimenta,pq vc então não larga o axé e fica só na pimenta mesmo? Viver de fofocas,assim como Nelson Rubens e Leão Lobo. O axé é paixão e emoção ao seu artista ou banda preferida, e já provou que não é moda.

 

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